sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Quando temos não gostamos....

Mas depois deixamos de ter e aquilo faz-nos uma falta do caraças....

Nasci e fui criada numa aldeia plantada a 1km da praia... Detestava! 
Detestava estar longe de bares e agitação nocturna, detestava o facto de todas as pessoas se meterem na  vida de toda a gente e de causar intrigas uns com os outros, detestava (e ainda detesto) esse tipo de cena...
Desde tenra idade que dizia que assim que atingisse a maioridade ia morar para a cidade e ser senhora do meu nariz. Sim, porque ainda sou do tempo em que a minha mãe dizia, enquanto morares debaixo do meu tecto fazes aquilo que te digo... (e ela dizia aquilo com uma convicção que nem vos digo nem vos conto... ai de mim dizer algo em contrário)
Uns anos mais tarde segui o meu sonho e vim morar para a cidade (e se não fosse a minha mãe ajudar-me, não sei o que teria sido de mim).
Lá consegui dar a volta e desenrascar-me sozinha. E foi tãoooooo bom... Limpava quando queria, cozinhava quando tinha fome, entrava e saía de casa às horas que eu quisesse (sim, porque era impensável sair de casa para ir beber um copo, quando morava com os meus pais, às 23h ou meia-noite, onde é que já se viu???)
Nunca detestei o facto de morar quase à beira mar, isso sempre me deu prazer... Hoje não estou muito longe, mas não é a mesma coisa...
Tenho saudades de agarrar na bicla e ir ver o mar ao fim do dia. Ou ir até à praia 4 ou 5 vezes num dia... Tenho saudades do campo, saudades daquela natureza que nos rodeia até chegarmos à praia...
E quando os dias começam a ficar maiores dá-me cá uma destas vontades de ir viver para a casa dos meus pais....
 
Portanto, quando temos não gostamos, quando não temos faz-nos falta como o ar que respiramos...
 
 

2 comentários:

  1. Já eu, o mais longe que morei foi na terrinha do lado :P

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  2. mAna. Eu por mim, neste momento morava mesmo ao pé da praia... :)

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